Um pouquinho da minha história

Olaaaaa pessoal!!! Quem estava com saudade levanta a mãoooo!!!!!!rs

Depois de um longo inverno, decidi voltar. E para voltar em grande estilo resolvi falar um pouquinho de mim para vocês.

Minha primeira “confissão”: a vida online não é uma coisa natural para mim! Postar em redes sociais é algo que eu tenho que me acostumar, mas prometo que tentarei colocar dicas com mais freqüência!! =)

Agora o que quero mesmo dividir com vocês é minha historia, bem conturbada, com a alimentação. Não, nunca tive transtorno nenhum alimentar, mas meu relacionamento nunca foi algo “simples”. Não vou entrar, pelo menos não hoje, nos porquês. Eu  tenho minhas teorias, mas por enquanto, não vem ao caso.

Eu SEMPRE, desde que me conheço por gente, tive problemas para comer. Era daquelas, bem enjoada, que não comia nadinha de nada, sabe? Aquela criança que deixa qualquer mãe de cabelo em pé. Lembro uma época que eu só comia arroz com banana (???), isso mesmo! Sabe la de onde tirei isso, mas era meu almoço de quase todos os dias. E café da manha? Leite com nescau E AÇÚCAR. Isso mesmo. Sou ré confessa! Durante pelo menos 2/3 da minha vida (ou até mais) essa foi meu café da manhã (quando não meu almoço e jantar também). Isso e só. Lanchinho? Toddynho e bolacha Bono (de chocolate!). Verdura e legumes? Neeeeeeem pensar.

Assustados que uma nutricionista tivesse uma alimentação tão ruim? Pois calma, nada é tão ruim que não possa piorar.

Além de comer SÓ “porcarias”, eu na verdade nunca gostei DE comer. Estranho ne? Mas é a realidade… passava batido varias refeições, sem problema nenhum (achava eu!). Sabe aquela sensação de fraqueza? Enjoo, pernas fracas, tontura? Então, eu a conheço muuuuito bem. Era frequente na minha vida. Tinha preguiça de almoçar, tomava leite com nescau (e açúcar). Jantar nunca teve em casa, era lanche. E o meu lanche? Leite com nescau (e açúcar!!). Pois bem… devem estar pensando que eu sofri com obesidade infantil, acertei? Se eu acertei, vocês erraram!!!! Eu SEMPRE fui muito magra!  E é por isso que eu digo com toda certeza do mundo: magreza não é sinônimo de saúde!!! 

Essa alimentação, ou falta dela, me fez ser internada 2x. Isso mesmo. A primeira vez eu tinha uns 9 anos. Fiquei 24h internada tomando soro na veia e mais não sei quantos dias tomando um treco roxo (é o que tenho na minha lembrança) que era um soro para me reestabelecer. Da segunda vez ja tinha uns 15 anos e fui parar de novo no hospital por FRAQUEZA, aquela sensação que eu comentei que conheço bem… dessa vez fiquei “só” algumas horas tomando soro.

No meio dessa relação conturbada com alimentação eu resolvi fazer nutrição!!! Pois é….  Na época eu também não entendi (essa é outra historia para outro post). No começo da faculdade eu tive que estudar sobre anorexia, o que me assustou bastante. Sem saber quase nada (era segundo semestre da faculdade), fiquei com medo do tal transtorno e resolvi procurar um psicólogo. E como já falei, não tinha nada a ver com anorexia, afinal eu almoçava, facilmente, 1 pacote de bolacha Bono (de chocolate). Mas, a terapia, muitos anos de terapia, me ajudou MUITO a estreitar essa relação. Isso associado, claro, com o conhecimento que fui adquirindo na minha vida acadêmica consegui superar QUASE todas as barreiras. Comecei a experimentar mais, a ter menos resistência, a me interessar por novos sabores, novas texturas, novas cores. E como eu SEMPRE digo aos meus pacientes: ninguém se motiva sem resultado, mas ninguém tem resultado sem muita disciplina. Eu comecei a ver resultados, me sentir melhor, e ter cada vez mais vontade de me alimentar bem.

Hoje minha alimentação é muito boa, e meus pacientes/seguidores podem acreditar que TUDO que eu oriento e indico é porque EU FAÇO. Eu tenho como principio que se eu não consigo fazer, não consigo cobrar que outro faça. Aquela historia, para ser bom vendedor, tem que acreditar no produto, certo?

Moral da historia: eu sei muito bem que não é fácil ter um relacionamento saudável com o alimento. Sei bem como é não ter o menor critério (pra não citar “medo”) na escolha do que usamos de combustível para nosso organismo. Sei como é difícil, e cooomo é difícil, mudar hábitos, experimentar, “abaixar a guarda”. Mas também sei que quando decidimos mudar e começamos a colher os frutos disso, voltar não é mais uma opção. Nada supera nos sentirmos bem. Fraqueza? Graças a deus esta nas minhas lembranças distantes… Melhor do que “ser saudável”, e nos sentirmos saudável, nos sentirmos bem. E é essa a minha bandeira na nutrição.

Não, não deixei de gostar (e nem de comer) bolacha Bono nem leite com nescau. Mas hoje é a minha excessão. Sabe aquela sobremesa cheia de açúcar, manteiga e colorida que todos “merecem” de vez em quando? A minha é meu leite com nescau (hoje, SEM açúcar).

Samsung

E para finalizar, minha ultima confissão: eu, ainda (e por enquanto), não gosto de peixe.

Bjos Mi nutri!

PS: foto de 2003.


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Sobre Mi

Nutricionista clínica e recém dona de casa.
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